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PIB estagnado e retomada do crescimento comprometida. Quem é o culpado?

29 AGO 2022
29 de Agosto de 2022
Frente ao atual momento político brasileiro, muitas coisas são ditas, principalmente sobre o desenvolvimento econômico do país que representa uma grande força para tomada de decisão do eleitor. Com base nisso, muita dissimulação ocorre na hora de interpretar dados acerca dos fatos econômicos.

Neste contexto, resolvemos elaborar esta matéria, para a qual buscamos dados do IBGE sobre o PIB nacional, com o qual se pode ter uma ideia sobre o real desenvolvimento econômico brasileiro.

A análise parte do ano de 1996, quando no governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), ano que compreende metade do seu primeiro mandato, no entanto estes dados iniciais servem apenas para suporte e análise parte o seu segundo mandato. Dessa maneira, temos os seguintes mandatos na análise:
- FHC (1998)
- Lula (2002)
- Lula (2006)
- Dilma (2010)
- Dilma (2014)
- Michel Temer (2016)
- Bolsonaro (2019)

Todos os dados têm como fonte os dados do IBGE, com exceção do ano de 2022 que ainda está  em andamento, para isso está sendo utilizada uma projeção do FMI, que aponta um crescimento de 0,3%.

A fim de se obter um comparativo fiel, temos que no ano de 1996 houve um aumento de 2,2% no PIB nacional em relação ao ano anterior. Assim, se torna possível visualizar no gráfico abaixo, mostrando o crescimento anual do PIB brasileiro, que chegou ao seu ápice em 2014, somando 57,4% de crescimento. Em 2016, ano que culmina com o golpe político contra a presidente Dilma Roussef o PIB voltou a 50,6%, portanto, podemos dizer que percentualmente há um retrocesso para a metade do ano de 2010. Desde então, o Brasil não conseguiu retomar o ritmo de desenvolvimento dos anos anteriores, de modo que com a projeção de encerramento do ano de 2022, o PIB brasileiro só poderá alcançar 55,9% de acúmulo em relação ao ano de 1995. Precisamos ainda ressaltar que 2020 apresenta uma queda considerável em decorrência da pandemia da COVID-19, que no entanto é de -3,9%, e embora tenha havido várias falhas políticas na gestão do problema, o momento foi de crise mundial.
Com o gráfico acima é possível ver claramente que o Brasil vinha a partir de 1999 em uma curva ascendente, acentuada a partir de 2003, com oscilação nos anos de 2009 e 2013. O ano de 2014 marcou o último ano de crescimento econômico real, após o qual o Brasil entrou num período de estagnação, enfrentando muitas dificuldades para retomar o crescimento.

Quando se olha para o desenvolvimento gráfico ano a ano, podemos verificar a situação real do país em relação ao seu PIB. No entanto, como a intenção aqui é descobrir o resultado de cada governo, vamos para estas análises.

Temos então que o governo FHC em seus quatro anos de segundo mandato, implementou um crescimento de 6,6%. Na sequencia, os dois mandatos de Lula tiveram uma média de 14,15% de crescimento, contrariando todas as expectativas dos seus adversários políticos. Após isto, o Brasil entrou na maior incógnita política mundial. Pois Dilma Roussef assumindo o posto de Lula, conseguiu o maior aumento do PIB brasileiro em quatro anos de mandato (2010). Motivo pelo qual se reelegeu para o segundo mandato em 2014. Porém, de 2014 a setembro de 2016, um movimento contra o Brasil foi articulado. Este movimento resultou no impeachment da então presidente e como consequência uma queda de -6,3% no PIB nacional ao longo de dois anos (2014-2016). 
Como se pode ver, o governo Dilma em seus dois mandatos (2010 - 2014), obteve uma média de crescimento de 6,15%. Esses números correspondem ao desempenho do governo FHC. E para finalizar a análise, temos Michel Temer, que com dois anos de mandato conseguiu uma retomada no crescimento, seguido por Bolsonaro, que em quatro anos de mandato tem uma projeção de crescimento de 2,2%.

Edição: Cultura Com. FM
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