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Militares, reforma da Previdência e a ‘síndrome de 2001’

23 JAN 2019
23 de Janeiro de 2019
A equipe econômica do governo federal tem “pisado em ovos” para defender o óbvio: que os militares devem dar sua contribuição na reforma da Previdência, ainda que preservadas as especificidades da caserna.

Economistas debruçados sobre o esboço da proposta — já apresentado a Jair Bolsonaro, mas que só deverá vir a público na primeira quinzena de fevereiro — convivem com a pressão de lideranças militares, que advogam que as Forças Armadas sejam, no mínimo, menos afetadas.

Em conversas reservadas, militares próximos ao governo ainda se queixam de mudanças na lei feitas em 2001, no governo de Fernando Henrique Cardoso, quando acabaram com “benefícios” como pensão vitalícia às filhas, provento com salário de um posto acima na passagem para a reserva, licença especial e auxílio-moradia.

Integrantes da equipe econômica têm constatado a dificuldade de parte dos militares em aceitar o fim de privilégios, sofrendo do que se apelidou em Brasília de “síndrome de 2001” — potencializada agora com o temor de que novas “perdas” se concretizem, justamente com um capitão na presidência da República.

O vice-presidente, general Hamilton Mourão, está em sintonia com a equipe econômica, mas tem deixado claro que não fala em nome das Forças Armadas — e ele não terá influência sobre o texto final da proposta.


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