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O preço da gasolina cai quase 1% nas refinarias, mas a diferença não é sentida na hora de abastecer

03 JAN 2019
03 de Janeiro de 2019
O preço da gasolina caiu quase 1% nas refinarias por causa da queda do dólar, mas a diferença ainda não foi sentida nas bombas. Até o dia 10 deste mês o valor do litro comercializado pelas refinarias era R$ 2,25, mas foi reduzido em R$ 0,09, ou seja, as distribuidoras pagam agora cerca de R$ 2,16.

No dia seguinte, 11, a Petrobras voltou a reduzir o preço da gasolina, com queda de 0,92%. Com isso, o preço do litro passou de R$ 2,1691 para R$ 2,1490.

Mas o consumidor não percebeu a diferença na hora de abastecer. “Para aumentar é rápido, com certeza, mas para diminuir demora”, comentou o tapeceiro Girlei Alves, em entrevista ao portal G1.

Em março deste ano, a empresa mudou sua forma de anunciar os reajustes, e passou a divulgar preços do litro da gasolina e do diesel vendidos pela companhia nas refinarias – e não mais os percentuais.

Quanto ao diesel, a Petrobras informou no fim de setembro que o preço médio nas refinarias passaria de R$ 2,2964 por litro para R$ 2,3606 – um aumento de 2,8%. Esse valor está inserido no âmbito do terceiro período da terceira fase do programa de subvenção econômica do diesel, com duração até 29 de outubro.

A Petrobras informou ainda que o preço do diesel foi estabelecido conforme metodologia da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em resolução de agosto deste ano.

O programa de subvenção ao diesel foi criado pelo governo após a greve dos caminhoneiros, no fim de maio. Uma das principais reivindicações da categoria era redução no preço do combustível.

A Petrobras adota novo formato na política de ajuste de preços desde 3 de julho do ano passado. Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior periodicidade, inclusive diariamente.

No bolso

Para o professor Paulo Bonfim, a diferença já ajudaria no fim do mês. “Por exemplo, no meu carro são 55 litros, então qualquer R$ 00,5 ou R$ 0,10 centavos fazem a diferença”.

O economista Marcello Bezerra diz que “os postos têm estoques de combustíveis antigos e eles não necessariamente são obrigados a repassar essa redução”.

O presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis no Tocantins (Sindiposto) Wilber Silvano explica porque essa redução não chegou aos consumidores.

“O preço da gasolina nas refinarias é da gasolina tipo A e a gasolina vendida nos postos, é a tipo C, 70% de gasolina A pura com 27% de etanol anidro que é um produto sazonal, ou seja, é um produto que varia o preço de acordo com a época do ano. Houve de fato uma redução no preço da gasolina A, entretanto a gente teve um aumento desse etanol anidro, por isso os preços não foram sentidos nas bombas ainda”.

Em Porto Alegre, um levantamento do Procon em 41 postos para verificar ps preços da gasolina comum, etanol e diesel, na semana passada, mostrou que os valores da gasolina comum variam de R$ 4,690 a R$ 5,023. Já os valores do álcool variam de R$ 3,799 a R$ 4,199; quanto ao diesel S500, os preços vão de R$ 3,437 a R$ 3,799; e o diesel S10, de R$ 3,549 a R$ 3,999.

No Distrito Federal, o litro do etanol, que era encontrado em alguns postos a R$ 3,09, agora, varia de R$ 3,29 a R$ 3,49. A gasolina é vendida entre R$ 4,69 e R$ 5,01.

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do Distrito Federal (Sindicombustíveis DF), Paulo Tavares, as principais explicações para a alta do etanol tem base em dois fatores: a diminuição da safra de açúcar, que fez com que as distribuidoras tenham menos produtos em estoque, e o valor da gasolina, que está alto. “Desde 3 de setembro, o preço do etanol oscila. O valor cobrado nas distribuidoras passou de R$ 1,78 para R$ 1,92 e essa alta está sendo repassada para o consumidor”, explicou.

Fonte: O Sul
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